Quando tudo se desfaz!




Você já teve a sensação do chão sumir dos seus pés? De você apostar todas as fichas em um objetivo e não atingir? De perder algo porque estava fora do seu controle? Ou ainda de não alcançar a meta porque foi vencido por algum erro ou distração? Tudo isso tem a ver com vulnerabilidades.  Será que você está disposto a enfrentar os riscos de não ser perfeito?
“Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação, a empatia e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso se distanciam das experiências marcantes que dão significado à vida e acabam se sentindo frustradas. Por outro lado, aquelas que mais se expõem e se abrem para coisas novas são as mais autênticas e realizadas, ainda que se tornem alvo de críticas e de sentimentos como inveja e ciúme. É preciso lidar muito bem com os dois lados da moeda a fim de alcançar a felicidade de realizar todo o seu potencial.” Brené Brown
Ao definirmos um objetivo, meta ou sonho é importante pensar na probabilidade de não atingir, pois é impossível ter controle de tudo, o probabilismo é a possibilidade ou risco do ciclo ser interrompido, acelerado, reduzido ou reformulado a qualquer momento. O que poderá não piorar a situação é a atitude que você vai tomar diante do que não tem controle, pois tudo muda o tempo todo.
Nesta semana, uma notícia trouxe um desalento para os brasileiros, principalmente aqueles que amam a natação, que foi a eliminação de César Cielo das olimpíadas. Considerado um dos maiores nomes da natação brasileira ficou no terceiro lugar na final dos 50m livre do Troféu Maria Lenk e, foi superado por Bruno Fratus e Ítalo Manzine. Visivelmente decepcionado após a prova, Cesar Cielo pediu desculpas à torcida, falando para o sistema de som do Estádio Aquático Olímpico. “Vou pedir desculpas para vocês. Fiquei muito aquém do que sei fazer. Não nadei bem hoje (quarta) e é muito difícil estar conversando com vocês do jeito que estou conversando hoje. Bola pra frente” (em entrevista para o portal ig.com.br)
Sabe-se da dedicação dele, do empenho em vencer e representar o Brasil no Mundo. Foram anos de muito trabalho e ali naquela fatídica manhã ele não estava bem, toda essa jornada não valeu nada! Será? Será que num momento de uma dor dessa profunda, você consegue se distanciar de tamanha frustração?  Será que ainda com a sensação de que tudo se desfez é possível separar o que ficou da jornada? Será que não é isso que acontece nas empresas, quando aquele colaborador consegue excelentes projetos, se mostra dedicado, esforçado, quebrando todos os recordes de criatividade, inovação e olhar sistêmico, mas para o chefe o que só importa é a quantidade?
O que fazer quando tudo se desfaz? Pema Chodron, diz que “Quando tudo se desintegra, somos submetidos a uma espécie de teste, e também a um certo processo de cura.”
O Filme Procurando Dory nos responde: “Quando a vida te põe pra baixo sabe o que você tem de fazer? Simplesmente continua a nadar…Continue a nadar…Continue a nadar.” E para você que acha que não é afortunado por ter perdido o chão em algum dia na sua vida, pense que você ganhou fortalecimento, aprendizado e acima de tudo resiliência. Isso te dá uma liberdade de arriscar ainda mais, pois você sabe que se já passou por muito e pode passar por mais.

fonte: http://blog.tnh1.com.br/dosesdefoco 

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